O lirismo da solidão crua

Publicado em 25/06/2010

O argentino Mike Amigorena vive personagem de Koltès em monólogo que desnuda emoções.

“Um personagem que tem características com as quais todos se identificam” – assim o ator argentino Mike Amigorena define seu papel no espetáculo “La Noche Antes de Los Bosques”, que estréia nesta sexta (25), com reapresentação amanhã (26), no Teatro Ouro Verde, às 20h30.
O personagem vive angústias existenciais no monólogo criado pelo francês Bernard-Marie Koltès (1948-1989), considerado um dos dramaturgos contemporâneos mais encenados em todo mundo e que só foi ao teatro, pela primeira vez, quando tinha 21 anos e saiu impactado com um versão de “Medeia”. Em 1977 escreveu sua primeira peça de sucesso, que chega ao FILO 2010 na interpretação de Amigorena, dirigido por Alejandra Ciurlanti que também assina a tradução do texto, em parceria com Silvana Stabielli.

Em Londrina, o ator e a diretora falaram sobre a montagem que estreou em janeiro, em Buenos Aires, e que depois do Brasil deverá seguir para outros países.
“La Noche Antes de Los Bosques” traz um personagem vagando pelas ruas de uma cidade, numa noite de chuva. Sozinho, ele puxa conversa com um anônimo, com quem desenvolve um “monodiálogo” que dá o start à trama. O enfoque é sobre “a solidão e o sentimento de exclusão”, segundo a diretora, pontuando emoções vividas por “um estrangeiro que pode ser não só aquele que chega de um outro país, mas aqueles que vivem apartados em seu próprio meio.”
Para Amigorena fazer este personagem foi um dos maiores desafios de sua carreira: “A todo momento seu estado de espírito é alterado, passando da alegria a sentimentos passivos ou de violência”, diz. Ele acredita que os espectadores se vejam refletidos no personagem que se assemelha a “um manual com o qual todos se identificam em alguma parte.”
Sua interpretação forte, feita através de minucioso trabalho corporal, mostra o talento do ator que fez carreira no teatro, além de ser muito conhecido por suas participações na TV argentina, onde trabalha em novelas, minisséries e programas de humor. Jovem, Amigorena é tão popular em seu país quanto Fábio Assunção no Brasil e, além de ator, também é vocalista da banda Ambulancia que mistura música e teatro.

Mike en FILO Mike en FILO Mike en FILO

Clima psicológico

Em “La Noche Antes de Los Bosques”, a música tem função importante, ajudando a criar o clima psicológico para as cenas. A trilha original é de Iván Wyszogrod que se transformou numa referência musical para Amigorena. Em cena, o ator leva os espectadores a uma conversa íntima que ele define radicalmente como “um vômito poético”, traduzido pela diretora Alejandra Ciurlanti como “um momento epifânico que faz o personagem evocar pessoas importantes em sua vida.” O enredo também pode ser compreendido como o reencontro de um homem com sua própria natureza.
A peça foi escrita por Koltès depois de uma viagem à América do Sul, onde presenciou a guerrilha da Nicarágua na década de 70, situação que chocou profundamente o jovem dramaturgo que mais tarde seria reconhecido por suas obras de cunho existencialista, em que leva a angústia humana a limites.
Alejandra Ciurlanti diz que a peça foi escrita sem marcações, tarefa que ficou a cargo da diretora que já tem outros trabalhos no teatro como “Los Padres Terribles”, de Cocteau, “Lástima Que Sea Una Puta”, de John Ford e “Casa de Muñecas”, de Ibsen.
Segundo ela, “La Noche Antes de Los Bosques” sintetiza a necessidade do personagem de “encontrar um outro que o compreenda.” O tema contemporâneo toca os espectadores pela identificação e pela delicadeza com que é conduzido, num trabalho em que a densidade da angústia encontra momentos extremamente líricos.Ingressos Disponíveis
Dias: 25 e 26 de junho
Local: Teatro Ouro Verde
Horário: 20h30
Duração: 80 minutos
Classificação: Teatro
Faixa Etária: Adulto (texto em espanhol com legenda em português)

Ficha Técnica:
Autor: Bernard Marie Koltès
Tradução: Silvana Stabielli
Adaptação: Silvana Stabielli e Alejandra Ciurlanti
Ator: Mike Amigorena
Direção geral: Alejandra Ciurlanti
Cenografia: Alberto Negrín
Desenho de luz: Elis Sirlin
Trilha sonora original: Ivan Wyszogrod
Desenho de som: Guillermo López
Coreografia: Diana Szeinblum
Figurino: Silvio Rodríguez Molina
Cabelo: Alejandra Campos
Maquiagem: Jazmín Calcarami
Assistente de direção: Luciano Villa
Assistente de luz: Cinthia Liberczuk
Animações: Diego Vigil
Montagem de projeções: Federico Abella
Assessoria de imprensa: Colombo-Pashkus
Fotografia: Nora Lezano
Assistente de design gráfico: Silvia Canosa
Design gráfico: Alejandro Ros
Produção executiva: Fernando Zaldívar Posse
Direção de produção: Alejandra Menalled
Execução de cenário: Realizaciones SRL.
Tapeçaria: Alfredo González e Júlio Galván
Costureiras: Beba e Nilda Molina
Construção de artefatos lumínicos: Leonardo Torres
Gravação de trilha sonora original: Estúdio Concreto

Serviço:
FILO 2010 – Festival Internacional de Londrina – De 10 a 27 de junho.
Realização: Àmen (Associação dos Amigos da Educação e Cultura Norte do Paraná) e Universidade Estadual de Londrina (UEL). Patrocínio: Petrobras, Prefeitura de Londrina, FUNARTE, Caixa Econômica Federal, Copel/Governo do Estado do Paraná, Governo Federal – Ministério do Turismo, Ministério da Cultura / Lei de Incentivo à Cultura. Ingressos: À venda no Royal Plaza Shopping (Rua Mato Grosso, 310) – ponto exclusivo. Bilheteria: (43) 3344-6197
Informações: (43) 3324-9202

Fuente: filo.art.br

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O lirismo da solidão crua em texto de Koltès

25/06/2010
Célia Musilli, da Imprensa do FILO – Festival Internacional de Londrina 2010

O argentino Mike Amigorena vive personagem de Koltès em monólogo que desnuda emoções

“Um personagem que tem características com as quais todos se identificam”, assim o ator argentino Mike Amigorena define seu papel no espetáculo La Noche Antes de Los Bosques, que estréia nesta sexta (25), com reapresentação amanhã (26), no Teatro Ouro Verde, às 20h30.

O personagem vive angústias existencialistas no monólogo criado pelo francês Bernard-Marie Koltès (1948-989), considerado um dos dramaturgos contemporâneos mais encenados em todo mundo e que só foi ao teatro, pela primeira vez, quando tinha 21 anos e saiu impactado com um versão deMedeia.Em 1977 escreveu sua primeira peça de sucesso, que chega ao FILO 2010 na interpretação de Amigorena, dirigido por Alejandra Ciurlanti que também assina a tradução do texto, em parceria com Silvana Stabielli.

Em Londrina, o ator e a diretora falaram sobre a montagem que estreou em janeiro, em Buenos Aires e que depois do Brasil deverá seguir para outros países.

La Noche Antes de Los Bosques traz um personagem vagando pelas ruas de uma cidade, numa noite de chuva. Sozinho, ele puxa conversa com um anônimo, com quem desenvolve um “monodiálogo” que dá o start à trama. O enfoque é sobre “a solidão e o sentimento de exclusão”, segundo a diretora, pontuando emoções vividas por “um estrangeiro que pode ser não só aquele que chega de um outro país, mas aqueles que vivem apartados em seu próprio meio.”

Para Amigorena fazer este personagem foi um dos maiores desafios de sua carreira: “A todo momento seu estado de espírito é alterado, passando da alegria a sentimentos passivos ou de violência”, diz.

Ele acredita que os espectadores se vejam refletidos no personagem que se assemelha a “um manual com o qual todos se identificam em alguma parte.”

Sua interpretação forte, feita através de minucioso trabalho corporal, mostra o talento do ator que fez carreira no teatro, além de ser muito conhecido por suas participações na TV argentina, onde trabalha em novelas, minisséries e programas de humor. Jovem, Amigorena é tão popular em seu país quanto Fábio Assunção no Brasil e, além de ator, também é vocalista da banda Ambulancia que mistura música e teatro.

Clima psicológico

Em La Noche Antes de Los Bosques, a música tem função importante, ajudando a criar o clima psicológico para as cenas. A trilha original é de Iván Wyszogrod que se transformou numa referência musical para Amigorena.

Em cena, o ator leva os espectadores a uma conversa íntima que ele define radicalmente como “um vômito poético”, traduzido pela diretora Alejandra Ciurlanti como “um momento epifânico que faz o personagem evocar pessoas importantes em sua vida.” O enredo também pode ser compreendido como o reencontro de um homem com sua própria natureza.

A peça foi escrita por Koltès depois de uma viagem à América do Sul, onde presenciou a guerrilha da Nicarágua na década de 1970, situação que chocou profundamente o jovem dramaturgo que mais tarde seria reconhecido por suas obras de cunho existencialista, em que leva a angústia humana a limites.

Alejandra Ciurlanti diz que a peça foi escrita sem marcações, tarefa que ficou a cargo da diretora que já tem outros trabalhos no teatro como Los Padres Terribles, de Cocteau, Lástima Que Sea Una Puta, de John Ford e Casa de Muñecas, de Ibsen.

Segundo ela, La Noche Antes de Los Bosques sintetiza a necessidade do personagem de “encontrar um outro que o compreenda.”

O tema contemporâneo toca os espectadores pela identificação e pela delicadeza com que é conduzido, num trabalho em que a densidade da angústia encontra momentos extremamente líricos.

Célia Musilli/ Assessoria de Imprensa FILO

Fotos: Divulgação (espetáculo)

Foto FILO: Fábio Alcover (entrevista/ator)

Ingressos Disponíveis

Dias: 25 e 26 de junho

Local: Teatro Ouro Verde

Horário: 20h30

Duração: 80 minutos

Classificação: Teatro

Faixa Etária: Adulto (texto em espanhol com legenda em português)

Ficha Técnica:

Autor: Bernard Marie Koltès
Tradução: Silvana Stabielli
Adaptação: Silvana Stabielli e Alejandra Ciurlanti
Ator: Mike Amigorena
Direção geral: Alejandra Ciurlanti
Cenografia: Alberto Negrín
Desenho de luz: Elis Sirlin
Trilha sonora original: Ivan Wyszogrod
Desenho de som: Guillermo López
Coreografia: Diana Szeinblum
Figurino: Silvio Rodríguez Molina
Cabelo: Alejandra Campos
Maquiagem: Jazmín Calcarami
Assistente de direção: Luciano Villa
Assistente de luz: Cinthia Liberczuk
Animações: Diego Vigil
Montagem de projeções: Federico Abella
Assessoria de imprensa: Colombo-Pashkus
Fotografia: Nora Lezano
Assistente de design gráfico: Silvia Canosa
Design gráfico: Alejandro Ros
Produção executiva: Fernando Zaldívar Posse
Direção de produção: Alejandra Menalled
Execução de cenário: Realizaciones SRL.
Tapeçaria: Alfredo González e Júlio Galván
Costureiras: Beba e Nilda Molina
Construção de artefatos lumínicos: Leonardo Torres
Gravação de trilha sonora original: Estúdio Concreto

Serviço: FILO 2010 – Festival Internacional de Londrina – De 10 a 27 de junho.
Realização: Àmen (Associação dos Amigos da Educação e Cultura Norte do Paraná) e Universidade Estadual de Londrina (UEL). Patrocínio: Petrobras, Prefeitura de Londrina, FUNARTE, Caixa Econômica Federal, Copel/Governo do Estado do Paraná, Governo Federal – Ministério do Turismo, Ministério da Cultura / Lei de Incentivo à Cultura. Ingressos: À venda no Royal Plaza Shopping (Rua Mato Grosso, 310) – ponto exclusivo. Bilheteria: (43) 3344-6197
Informações: (43) 3324-9202.

Fuente: colunistas.ig.com.br

Mike Amigorena no tiene cuenta en twitter

Varias personas me comentaron acerca de esto. Parece ser que alguien se está haciendo pasar por Mike Amigorena en twitter.

»En la nota que dio Mike para el programa “Basta de Todo” (Metro) en abril de este año, cuando le hablan del twitter dice:
“Hay alguien en el twitter que se hace pasar por mi y yo no tengo ni twitter ni facebook …nada”

La nota la pueden escuchar acá (en el minuto 32 aprox): Miken en “Basta de Todo” (08/04/10)

»A Mex Urtizberea le preguntaron en el twitter si Mike tenía cuenta y respondió que no.
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El mundo según: Regla de tres, simple

Uno es una regla de tres simple: una ecuación entre ambición, austeridad y estrés. Mike saca cuentas…

sábado, 26 de junio de 2010

Cuentas, hay que hacer cuentas. Todos tenemos que hacer cuentas. Cuentas muy complicadas. Mucho más complicadas que las que nos parecían complicadas en álgebra de 4to año. En ese momento, esas nos parecían las más difíciles del mundo.

Pero las matemáticas son sencillas al lado de otra cuentas que uno tiene que andar haciendo. Las matemáticas tienen números y reglas claras, las cuentas que hacen que uno sea como es, no. Porque yo creo que uno es una cuenta. Una regla de tres, para ser mas precisos. Una ecuación entre la ambición, la austeridad, y el estrés. Esas tres variables, combinadas, definen nuestras actitudes.

El tema es que no es una regla de tres simple, es más bien compleja. Y la complicación radica en que la ambición, la austeridad y el estrés no tienen valores: uno puede decir que van a aumentando o disminuyendo, pero no puede decir cuánto.

Tampoco se sabe qué tipo de operación hay que aplicar (no es siempre Estrés x Austeridad = Ambición). Así que la cuenta se complica un poco. Pero, aún sin la precisión de las matemáticas, uno puede advertir ciertos comportamientos constantes en esos tres “ítems” (“ciertos comportamientos constantes”, hasta escribir con Paenza no paro).

A más ambición, más estrés y menos austeridad. A más estrés, menos austeridad, y más ambición. A más austeridad, menos estrés, menos ambición. Por ejemplo: no se puede no tener estrés si uno gana más de 10 mil pesos por mes (pero la austeridad queda en 0).

O no se puede no tener estrés si tu único objetivo es ganar 10 mil pesos por mes (en ese caso hay presencia de austeridad, porque no gana 10 mil pesos por mes, eso lo obliga a algún grado de austeridad). Pero cuidado (ya les dije que era complicado). El exceso de austeridad puede también provocar un aumento del estrés. Uno se preocupa tanto por ser austero y sostener esa austeridad que se estresa. Vamos a un ejemplo -no monetario en este caso-: si vos querés a todas las minas, vas a estar estresado, y no podés ser austero (porque es caro). Pero la paradoja es que si querés una sóla mina, que no esté muy buena por ahí, y te quedás con esa, la ambición baja, pero el estrés sube día a día. Porque tu elección de ser austero te obliga a estar todos los días al lado de esa mina, y eso te estresa. Y cuando viene el estrés, aumenta la ambición… la ambición de irte con otra.

Por eso, la clave de esta cuenta, es buscar ser equilibrado (en este caso el equilibrio no es el 0, el 0 es un tipo que no se mueve del sillón). Hay que buscar qué cuenta nos va conviniendo, en qué momento nos conviene sumar, restar, multiplicar o dividir. En qué circunstancias conviene ser más ambiciosos, más austeros, más nerviosos, o más relajados. Así que ya pueden ir agarrando sus calculadoras científicas (que de mucho no les va a servir) para solucionar esta regla de tres (atención: esta regla no funciona durante el mundial –ver columna anterior-). Pero tengan mucho cuidado, porque hacer esta cuenta puede estresarlo, y si estresa empieza a empezar en… Cuentas, hay que hacer cuentas. Todos tenemos que hacer cuentas. Cuentas muy complicadas…

Fuente: losandes.com.ar

Mike en Zapping Zone

Gracias a Daniela por este video. Mike fue entrevistado en Zapping Zone por su trabajo en Toy Story donde presta su voz para Ken.

El mundo según Mike

Jueves 24 Junio 2010

Por Marcos Calligaris

¿Es o se hace?

Que Mike Amigorena es un tipo extraño, no es ninguna novedad.

Nunca les cerró a quienes lo veían elegantemente trajeado encarnando a Martín Pells, mientras por las noches, travestido, se instalaba en la piel de una maquillada azafata para cantar covers con su banda, “Ambulancia”. “Si no les cierro es problema de ellos, yo soy así”, espeta a propósito, con aire desinteresado.

Acostumbrado tiene a los medios con ese tipo de respuestas que no siempre son las esperadas. Que lo que más le gusta de una mujer son las tetas; que le gusta “hacer nada”; que Francis Ford Coppola -quien lo convocó para trabajar en una película- es “un cero”; que no le piensa contestar a este periodista qué le atrae de su novia Carla Peterson… En definitiva, “qué yo soy así”, responde desganadamente, resguardándose en su carácter.

¿Así cómo? “Así, estoy reflexionando todo el tiempo y al mismo tiempo estoy en el aire. Depende de cómo me agarrés”, agrega.

Entonces caigo en la cuenta que a Mike Amigorena no lo agarré en un buen día.

Excéntrico y provocador, Amigorena ha sido consecuente históricamente con su forma de ser. Con una infancia problemática, ya en su Maipú natal lo pintaban como un inadaptado social. Hasta llegó a robar estéreos de autos y estatuillas de las iglesias para “llamar la atención, conseguir unos mangos y después salir de joda”, según afirmó él mismo en el diario Los Andes, donde escribe su columna “El mundo según Mike”.

En esa especie de diario íntimo el actor da más pistas sobre su infancia: “Era un vago, con muchos problemas de conducta, me echaban de todos los colegios. Repetí tres veces cuarto año”, añade.

Picado el boleto.

Buenos Aires Foja Cero

Aquel mendocino problemático llegó a Buenos Aires en el ’92 con sólo 19 años y para bancarse se las tuvo que rebuscar. Daba lo mismo si comía siendo cadete, promotor, telemarketer o repartidor de pizza, la cuestión era sobrevivir. ¿A toda costa? “Llegué al extremo de andar con alguna mina para que me banque algunos meses en su casa o me pague la luz”, se sincera.

Nada de esto le impidió a Mike Amigorena convertirse en actor, cimentar su perfil, trabajar en teatro, televisión y hasta llegar a formar su propia banda de música. A los 38 años, cuenta con una destacada participación en ciclos televisivos, con el corolario que significó su papel en “Los exitosos Pells”, que le valiera el anhelado reconocimiento público, un Martín Fierro como mejor actor protagonista de comedia y algunos escándalos transmitidos en vivo y en directo por la prensa del corazón.

No sólo eso. Mike también se dio el gusto de formar “Ambulancia”, un show musical que se apoya en interpretaciones actorales y que interpreta clásicos que van desde ‘Boys don’t cry’, de The Cure, hasta ‘Trigal’, del inolvidable Sandro.

Y probablemente una faceta que disfruta mucho es su amor por el teatro.  El “Jim Carrey argentino” -tal como lo apodó Sebastián Ortega-, ha participado en más de una decena de obras, entre ellas “El niño argentino” y “El testigo”.

Actualmente Mike se encuentra de gira con “La noche antes de los bosques” y ese desafío lo trae a Córdoba.

¿De qué se trata “La noche antes de los bosques”?

Es una obra bastante intensa de Bernard-Marie Koltès, que está considerado uno de los mejores dramaturgos del siglo 20. La obra es un vómito del alma. Se trata de un personaje desconocido, que no tiene nombre y que quiere buscar alguien para pasar el rato.

En medio de esa búsqueda, de ese ruego, pasa por diferentes estados de la vida, del amor, de la soledad.

Es un reflejo de lo que somos, de cómo nos regimos, de quiénes nos rigen.

¿Termina el público convirtiéndose en una especie de  interlocutor de ese personaje?

Sí y no, porque al hablarle al público, también se habla a sí mismo. La persona a la que se dirige puede ser cualquiera de nosotros, es una metáfora.

Con una puesta en escena de Alberto Negrín, es una obra vanguardista. El público cordobés va a ver un espectáculo internacional, atemporal.

Has afirmado que no te gusta leer, ¿cómo hacés a la hora de prepararte para una obra de esta envergadura?

Lo hago a partir de una imagen. Yo cierro los ojos y veo qué puedo hacer, pienso en qué haría esta persona. Obviamente tengo la mirada de Alejandra Ciurlanti, que es la directora y así le dimos forma a este extranjero. Al texto lo tengo que memorizar y en este caso es tan difícil, que me llevó tres meses hacerlo.

¿La obra tiene adaptaciones específicas para el público argentino?

Tuvimos a aggiornarlo, hay una pequeña adaptación en cuanto a modismos, palabras, pero no está toqueteada la obra.

Siguiendo con el teatro, ¿qué es lo que se viene?

En enero empiezo a ensayar Hamlet.

¿Disfrutás más el teatro, la tele o tocar con tu banda?

Disfruto todo, pero tengo que hacer una cosa por vez, todo junto en demasía me aburre. Entonces del teatro tengo que saltar a la televisión, hacer algún un ciclo de ‘Ambulancia’.

Hacer un unitario no te exige mucho, son pocos días. Pero si estuviera haciendo tiras, como el caso de ‘Los exitosos Pells’, haría eso nomás.

Los Pells y algo más

Personificando a Martín Pells, “el presentador de noticias más famoso del país”, Mike Amigorena y Carla Peterson se convirtieron en las estrellas del momento, de la comedia del momento. ‘Los exitosos Pells’ fue un descollante éxito de Telefé y la pareja trascendió la pantalla. ¿Qué sobrevino tras ese éxito?

Mike también habla de su modo de ver las cosas, de lo que le gusta de una mujer, de sus tiempos libres y de su amor por Mendoza.

Con ‘Los exitosos Pells’ te viste sobreexpuesto, ¿cómo analizás ese momento dos años más tarde?

Fue una consecuencia. Al principio fue como algo muy brusco y ahora está más asemejado. Así lo vivo, no es algo que me desequilibre.

En tu momento de mayor apogeo, llegaron las polémicas y afirmaste que eras demasiado ‘ingenuo’ para manejarte en el medio. ¿Cambiaron las cosas hoy?

Sigo siendo ingenuo. Hay una parte de mí que es así, no lo voy a cambiar a eso, no tengo intensiones de cambiarlo.

¿Es verdad que sos amante de los deportes extremos?

Me gusta mucho el desafío, lo extremo. Siempre me gustaron las disciplinas riesgosas, pero lo hago con consciencia porque ya no tengo 20 años y trabajo con mi cuerpo. Es más peligroso esquiar que saltar en paracaídas desde 4 mil metros.

También declaraste que te gusta “hacer nada”. “Hacer nada” no es compatible con realizar disciplinas riesgosas…

A mí me gusta hacer nada porque vivo haciendo cosas. Entonces cuando no tengo algo para hacer, no hago nada, no me busco otra actividad. Hacer nada significa no tener nada predeterminado, estar suelto de cabeza, tanto sea para ver tele, comer un asado o para tomar un café con un amigo.

¿Volvés a Mendoza con frecuencia?

Sí, claro. Allá me quedan los amigos de la infancia, de la secundaria.

Mendoza es mi tierra, ahí está toda mi familia, todo lo que tengo lo traigo de ahí.

¿Volverías a vivir allí definitivamente?

Me gustaría alternar. Me gustaría estar en Buenos Aires una época y cuando no trabajo volver a Mendoza o viajar.

¿Se podría definirte como un tipo ‘colgado’?

Yo soy así, es natural en mí. Estoy reflexionando todo el tiempo y al mismo tiempo estoy en el aire. Depende de cómo me agarrés.

¿Por qué cantás vestido de mujer?

Es una cuestión de imagen. El show tiene una estética definida y a mí se me ocurrió ser una azafata y después devino en una institutriz. Es solamente improvisación visual, libre albedrío. Lo del grupo es una mixtura entre el teatro y la música.

¿Qué es lo que más te atrae de una mujer?

Las tetas.

¿Seguís de novio con Carla Peterson?

Sí.

¿Qué es lo que más te gusta de ella?

Eso no te lo puedo decir.

¿Es o se hace?

Mike Amigorena es y se hace, depende de cómo lo agarrés.

Fuente: marcoscalligaris.com

Mike el 20 de agosto en el teatro “El Círculo” de Rosario

El viernes 20 de agosto, Mike Amigorena llegará al teatro El Círculo para presentar su versión de esta obra francesa, bajo la dirección de Alejandra Ciurlanti.

Estén atentos porque el martes charlaremos en vivo con él. Mientras tanto pueden ver este anticipo de “La noche antes de los bosques”.

Fuente: unoentremilcristalfm.wordpress.com

Mike Amigorena visitó la boutique de Infinit en Palermo

Con toda la onda, Mike Amigorena visitó la boutique de Infinit en Palermo. Se puso una campera deportiva flúo, unos chupines y unas zapatillas estampadas.

Fuente: lanacion.com.ar

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